O que mais faltam entrevistar? O lavador de cuecas oficial do Michael? CHEGA. PAREM. MORRAM.
Odeio o Fantástico.
Beber a vida
58 minutos atrás
crushed like a bug in the ground
luto
s. m.
Sentimento, pesar (pela morte de alguém);
Dor.
homenagem
s. f.
Protesto de veneração e respeito; preito.
Eu cresci cercada de Michael Jackson por todos os lados. Quando mais jovem, minha mãe era fã, daquelas que recortam cada reportagem de revista e jornal com qualquer coisa a respeito de seu ídolo. Ela tem todos os vinis, os cds, vários posteres, revistas. E eu cresci em meio a esse amor que ela sentia por ele, e ele passou pra mim. Eu herdei todo esse carinho pela pessoa Michael Jackson. Eu estive no Pelourinho, com seis anos, quando ele veio aqui em Salvador. Eu tava lá espremida entre os fãs, gritando, com meu binóculo da Mônica. Eu tava lá com esperança de que eu visse meu ídolo de perto. Eu só tinha seis anos e o carinho já era bem maior do que eu. Sei a maioria das músicas dele de cor, a voz dele embalou quase toda a minha infância. E ele se foi. E dói. Entendo que muita gente deve achar idiota que uma pessoa chore por alguém que nunca soube o seu nome, ou te viu pessoalmente, ou era seu amigo ou parente. Mas tem que saber que não precisa conhecer uma pessoa de perto pra gostar dela. Não precisei que ele fosse meu amigo, que brincasse comigo ou que estivesse comigo pessoalmente durante a minha adolescência — e as lágrimas e problemas existenciais que vieram com ela, porque a voz dele tava aqui, em cada vinil e cd. E agora ele se foi pra sempre. E tem gente que ri disso, que acha graça na morte de alguém. Não acho graça. Desde ontem eu não consigo parar de chorar. Meus olhos estão inchados e eu me sinto órfã. Mas o carinho vai continuar em mim durante todo o resto da minha vida, disso eu sei. Só não sei bem quando vou conseguir olhar pra tudo do Michael que tem aqui em casa e não chorar.