19.12.09
Humor combina com estetoscópios?
Rir na hora errada e parecer estupidamente idiota, eu sou boa nisso. Na última consulta médica que tive com um clínico geral desejei um buraco grande no qual pudesse me jogar por inteiro ou ser dragada sem compaixão.
Enquanto ele fazia o exame clínico com seu estetoscópio, disse que se eu sentisse algo era só falar. Dotada de senso de humor incompreendido, disse que sentia apenas cócegas, e perguntei se servia. Serviu foi o olhar sério fulminante em minha direção e o provável julgamento das minhas faculdades mentais que ocorreu.
Enquanto ele fazia o exame clínico com seu estetoscópio, disse que se eu sentisse algo era só falar. Dotada de senso de humor incompreendido, disse que sentia apenas cócegas, e perguntei se servia. Serviu foi o olhar sério fulminante em minha direção e o provável julgamento das minhas faculdades mentais que ocorreu.
18.12.09
15.12.09
Bang bang em Salvador.
Segunda vez que vejo pessoas fugindo de tiros. A primeira foi num shopping, no dia dos pais. Sabe, é sempre uma imagem bonita e assustadora: o estrondo, os gritos e as pessoas correndo sem olhar para trás (raros os curiosos corajosos).
Estava com meus fones de ouvido escutando Backstreet Boys (pois é), num momento super nostálgico do fim do século XX. Minha mãe estava comigo, passamos por um ponto de ônibus, demos uma curva. E estrondo. Gritos. Correria. No ponto em que tinhamos acabado de passar. Eu não sei se é sorte, porque sempre estou consideravelmente longe do lugar, ou se azar por estar no momento.
Minha mãe parece uma criança curiosa, a qual tenho que puxar pelo braço pra andar mais rápido e pedir pra que pare de olhar pra onde veio o tiro; afinal, de onde saiu um pode sair outro. Reclamei o caminho inteiro com ela, tomando o papel de mãe.
Deveriam distribuir coletes à prova de balas no Brasil.
Estava com meus fones de ouvido escutando Backstreet Boys (pois é), num momento super nostálgico do fim do século XX. Minha mãe estava comigo, passamos por um ponto de ônibus, demos uma curva. E estrondo. Gritos. Correria. No ponto em que tinhamos acabado de passar. Eu não sei se é sorte, porque sempre estou consideravelmente longe do lugar, ou se azar por estar no momento.
Minha mãe parece uma criança curiosa, a qual tenho que puxar pelo braço pra andar mais rápido e pedir pra que pare de olhar pra onde veio o tiro; afinal, de onde saiu um pode sair outro. Reclamei o caminho inteiro com ela, tomando o papel de mãe.
Deveriam distribuir coletes à prova de balas no Brasil.
12.12.09
10.12.09
Revolução, música & procrastinação.
Uma pessoa toda errada não pode cuidar de erros alheios, principamente quanto os seus próprios já são pesados o suficiente. Levando isso em conta, posso dizer que meu interesse em Psicologia está meramente condicionado à teoria. Meus interesses são quase todos teóricos. Um pouco imaginativos, idealistas, mas preguiçosos também. Revolucionários de sofá & procrastinadores crônicos, uni-vos!
É perceptível a falta de uma linha lógica no que eu escrevo. Qualquer lógica, aliás.
Outro dia estava conversando com um amigo meu (qualquer pessoa que me suporte é meu amigo, esse suporta até demais) sobre terem me chamado de uma pessoa musical. Eu não me acho musical, apesar de estar com um fone vermelho e gigante agora, enquanto ouço Nick Cave & the Bad Seeds. Eu não acho que só pelo fato de eu me interessar em descobrir sons novos eu seja uma pessoa musical. Musical, pra mim, é quem estuda, quem toca, quem tem entendimento e quem pratica. Como o Jair e sua esposa. Jair compõe, toca, tinha banda, cria e canta. Ele é uma pessoa musical, o que é fascinante e invejável. Eu gostaria de ser uma pessoa assim. Queria tocar violão, bateria, violino, castanholas, baixo e flauta transversal, também saber usar sintetizadores. Cantar também, ter uma banda na qual pudesse mesclar todos os sons bizarros que eu gosto, e que são muitos.
:/
É perceptível a falta de uma linha lógica no que eu escrevo. Qualquer lógica, aliás.
Outro dia estava conversando com um amigo meu (qualquer pessoa que me suporte é meu amigo, esse suporta até demais) sobre terem me chamado de uma pessoa musical. Eu não me acho musical, apesar de estar com um fone vermelho e gigante agora, enquanto ouço Nick Cave & the Bad Seeds. Eu não acho que só pelo fato de eu me interessar em descobrir sons novos eu seja uma pessoa musical. Musical, pra mim, é quem estuda, quem toca, quem tem entendimento e quem pratica. Como o Jair e sua esposa. Jair compõe, toca, tinha banda, cria e canta. Ele é uma pessoa musical, o que é fascinante e invejável. Eu gostaria de ser uma pessoa assim. Queria tocar violão, bateria, violino, castanholas, baixo e flauta transversal, também saber usar sintetizadores. Cantar também, ter uma banda na qual pudesse mesclar todos os sons bizarros que eu gosto, e que são muitos.
:/
7.12.09
More news from azarland.
É mais ou menos assim: num dado momento dá tudo errado sucessivamente, concluindo-se que aquele não é, em qualquer hipótese, o seu dia.
Vários dias em vinte anos NÃO foram meus.
Hoje não foi. Quando passa, graças a minha mania de rir das coisas ruins que acontecem, eu acho engraçado. Mas, é claro, bem depois. Talvez eu ache graça de hoje daqui uns duzentos anos, por alto.
Vários dias em vinte anos NÃO foram meus.
Hoje não foi. Quando passa, graças a minha mania de rir das coisas ruins que acontecem, eu acho engraçado. Mas, é claro, bem depois. Talvez eu ache graça de hoje daqui uns duzentos anos, por alto.
Canto de Ossanha.
O homem que diz “dou”, não dá
Porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz “vou”, não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz “sou”, não é
Porque quem é mesmo é “não sou”
O homem que diz “tô”, não tá
Porque ninguém tá quando quer
(Baden Powell/Vinícius de Morais)
Tão verdade.
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