Tudo começa com a garganta dando sinais de que algo ruim está prestes a acontecer, na quinta, e logo depois aquela sensação de cachaça que desce queimando. Mas sem a cachaça. A sexta vem, o mal-estar persiste. Mal-estar na faculdade, na aula, no ônibus, quando voltava para casa. “Vou chegar rápido, menos de vinte minutos!”. Passo mal mais um pouco. Quatro pontos antes do meu e
TUDO engarrafado. “Vou andando ao sol e morro logo de uma vez ou rezo para que chegue em casa num estalar de dedos”, penso. Nem um nem outro. Bem, pelo menos eu tô viva pra escrever essa linda história.
Mara Mazan morreu. Gostava dela.