29.3.09

Nota oficial: declaração de intenções românticas.

Pensando na utilidade que isso possa ter algum dia, mesmo que bem longínquo, deixo o link guardado aqui.

28.3.09

Greatest hits vol. 2+2=5.

Saldo de ontem: pernas doendo, dor de cabeça, preguiça.

Motivo: acordei às 5h, como de costume, me arrumei e fui para o mesmo destino de sempre, quando dia útil. Às 9h, graças a momentânea escassez monetária, fui ao trabalho da minha mãe conseguir alguma coisa que não me deixasse mais tão vergonhosamente pobre. Voltei, assisti as demais aulas, fui ao ponto de ônibus com alguns de meus colegas com o intuito de conseguir o “agradinho” que a faculdade dá para os calouros, e só por isso mesmo que fui para o outro lado da cidade, num campus de alguma coisa que hoje não lembro. Depois de esperar quase meia hora por um ônibus que fosse, chegou um, peguei. Quando já estava sentada & feliz, percebi que era o errado. Rá, eu sou uma garota de sorte! Desci não sei onde, andei léguas num sol anormal & infernal, andei mais ainda, andei mais um pouco, morri, renasci, andei mais. Cheguei onde achei que seria o local, estava errada. Rá, como tenho sorte! Pedi informação: "Você, pelo amor de Deus, sabe onde terá tal coisa?". A pessoa sabia, disse onde era, eu fui. Andei, andei, andei. Sol, sol, sol. Calor, calor, calorrrrr. Estava sem minha sombrinha, uma pena, pois eu a teria usado.

Quando chego ao local, pergunto a quem estava recepcionando sobre o “agradinho”. E, porra, como eu tenho sorte! “Ah, você e mais 90% vieram por isso. Mas *risinho*, não estão entregando hoje. Colocarão uma nota no site avisando o dia e o local.”

Fail.

Epic fail.

Dois quilos de alimento, era o que pediam. E eu levei. Doação em troca do “agradinho” e dum show de alguma coisa que não me apetecia presenciar. Eu só queria o “agrado”. Depois do que passei, merecia um troféu. Ou, sei lá, um abraço? Um ombro amigo para chorar?

Minhas colegas chegaram, também foram pelo mesmo motivo. Uma ficou puta, foi embora na hora. Uma outra, também pensando no sacrifício que fez, resolveu ficar por lá. Fomos à praia, comemos, conversamos, recebemos cantada de dois velhos feios, voltamos pro lugar do show a fim de vender os dois quilos de alimento. Fizemos amizade com um vendedor de cerveja, conhecemos umas pessoas de outros cursos, bebi, fiquei tonta, não conseguimos vender nada. Voltei pra casa, tomei banho e desmaiei assim que encostei na cama.

Mas até que foi legal, apesar da dor de cabeça, da dor nas pernas e da preguiça de hoje.

25.3.09

Minha ex-vizinha chata, razão de todos os atritos e peripécias infelizes, homenageada em diversos posts, mudou-se. Espero que para a pqp. Se eu tivesse fogos de artifício soltaria no céu, ainda derramaria uma lagriminha emocionada. É um real motivo para comemoração. \o/

23.3.09

Dios mío, como yo sufro!

Minha internerd estava fora do ar por exatos seis dias. Seis. Não diria que estava desesperada porque não podia conferir minha caixa de e-mail e mostrar à minha paranóia que estava tudo bem: que ninguém havia espalhado qualquer coisa por aí, da mais simples até uma possível sex tape que não existe — devo pensar em todas as possibilidades, por mais improvável que seja a chance de acontecer. Até porque eu já fiquei longos três meses — ou mais — sem computador, logo, sem internet. Só que. Só que eu estava realmente PRECISANDO, mais do que em todas as épocas, e ela resolve me faltar na hora da dor, do aperto. Voltou ontem. Um inferno. Um domingo inteiro resolvendo um trabalho para a faculdade, fiz quase um milagre. Aliás, eu fiz quase a multiplicação de alimento, eu praticamente transformei água em vinho. Eu deveria mesmo ser canonizada. Fosse só esse problema, tudo estaria razoável. Mas, não. Eu tava indo tão bem. O ano, eu digo. Nenhum acontecimento bizarro, nenhum. Estava tudo tão lindo, meigo e rosa. Deve ser algum problema cármico. Quem eu fui em outras vidas? Começa com “Hi” e termina com “tler”?

Domingos são tão traumáticos: a serotonina vai ao chão, algo ruim acontece, tv de pobre estragando mais as coisas, vizinhos que são presentes do inferno.

Ainda bem que a segunda chegou. E, nossa, como eu tendo a exagerar no drama. Sou praticamente uma novela mexicana. Me chame de María la del Barrio.

:(

22.3.09

Todas as pessoas felizes do mundo deveriam morrer.

15.3.09



“Ask your heart if there's something you should feel.”

14.3.09

The world is mine.

É março, quase metade do mês. Menos da metade do ano. E, estranhamente, esse ano não-mais-tão-novo tem sido ótimo. De verdade. Nenhuma notícia ruim, nenhum Murphy interferindo exageradamente em cada passo, nem motivos para o meu pessimismo crônico-radioativo dominar o meu humor. Vai tudo bem, obrigada.

Só posso reclamar do calor. Esses últimos verões estão de matar, quase que de forma literal. Lembro que ano passado (e o anterior a ele) minhas maiores queixas eram referentes ao clima. Estão até arquivadas por aqui, em um lugar qualquer.

Fui ao shopping há uns quatro ou cinco dias resolver meu problema com calçados, ou a momentânea escassez deles. Enquanto procurava algo que me servisse, encontrei um "semi-conhecido". Há uma comunidade no Orkut, da qual faço parte, chamada "Pânico de Semi-Conhecidos", que se adequa perfeitamente ao ocorrido no shopping e minhas reações com essas pessoas.

Entrei numa loja procurando informações sobre Mp3 player e seus respectivos preços. Porque, em pleno séc. XXI, ano de 2009, a minha nobre pessoa NÃO tem um. É vergonhoso. Deveras, eu sei. Mas, enfim. Perguntei os preços, olhei o mais bonitinho, não me decidi. Quando estava saindo, ouço alguém chamando meu nome. Eu reconheci a pessoa, mas não lembrava do nome. Minha memória pra nomes de pessoas que não vejo há mais de 4 anos inexiste. Tal pessoa, do sexo masculino, me deu o número do celular, pediu para que ligasse assim que chegasse em casa. Percebendo que o clima derivava para uma possível cantada, denotando as segundas intenções do conhecido, saí da loja alegando pressa antes que qualquer situação embaraçosa se formasse ali. Não sei o que é pior: um pseudo-conhecido qualquer ou um que, agora, depois de anos, resolve te ver com olhos mais "indecentes".

9.3.09

Greenpeace na terrinha do axé.

Ontem, depois de enfrentar uma fila imensa de pessoas também interessadas em ver o navio do Greenpeace, entrei, tirei umas fotos e também umas conclusões a respeito da organização. Era o último dia da embarcação no porto de Salvador, último dia para a visitação e como costumo deixar para fazer tudo "em cima da hora"...


Entramos, um rapaz nos recepcionou, falou algumas coisas que não prestei atenção porque tirava fotos de um submarino que estava bem ao lado. (Imaginei que se fosse amarelo e estivesse com com o nome "Beatles" seria tão mais interessante.) As pessoas se dispersaram e, assim que ficamos à sós, minha prima e eu resolvemos perguntar algumas coisas sobre a tripulação do navio para o afiliado.

Perguntamos se a maioria da tripulação era adepta ao vegetarianismo, eu imaginei que não era, mas não esperava um argumento tão... tão... infantil.

— Não, na verdade só alguns, bem poucos. Eu mesmo já fui por algum tempo, mas não agüentei. Sabe como é, estou numa embarcação, longe de casa, sem a minha mãe para fazer minha comida... - respondeu.

Que meigo! Ele prosseguiu, talvez procurando um outro argumento, um que não fosse, assim, tão retardado.

— E também estive doente, essas coisas, aí precisei... bem, voltar a comer... sabe, carne. - concluíu.

Saímos de lá e fomos olhar o resto do navio, um quebra-gelo quase quarentão, feito em 1975 e comprado em 95 pelo Greenpeace. O navio parecia ser bem desconfortável na parte inferior, onde há abrigo até para helicóptero. Fica abaixo do heliporto, com duas portas imensas bem acima, cobertas por isolante térmico, que se abrem para o helicóptero descer. Fiquei pensando se aquilo não poderia cair na minha cabeça. Nesta parte, uma moça nos mostrou um vídeo do dia anterior, quando escalaram o Elevador Lacerda e estenderam uma bandeira sobre salvar o planeta ou algo que o valha.

Fomos até a cabine do comandante, num calor absurdo, um outro rapaz falou sobre o funcionamento, gps, mapas, painéis. Talvez mais algumas coisas, mas como a sala estava superlotada e calorenta, meu cérebro não conseguiu processar mais informações.


Ao sair, uma pessoa nos parou e perguntou se queríamos ser "GreenFriend", pagar uns R$20 pra receber uma revista. Disse que não, obrigada, já fazemos a nossa parte: não comemos carne, não jogamos lixo no chão, essas coisas. Então, minha prima, que antes estava tão contente na fila porque veria o navio e as pessoas do Greenpeace, achando que eram todos lindos, maravilhosos, que não comiam aquilo que tanto defendiam... disse alguns breves desaforos para o moço, o que o fez sair meio verde (pegou? pegou?) de raiva.

E olha que nem "ecochatas" somos... Eu, pelo menos, não.

P.s.: Visitante desavisada com bolsa de COURO no navio. Ai, ai. Acho graça.

2.3.09

Infortúnio do destino.

Por preguiça, decidi não descer as escadas e abrir o portão para o meu primo que me veio fazer um favor. Assim, acreditando que eu tenho boa mira, joguei minha chave da janela para que passasse pela garagem até chegar ao portão. E eu não tenho boa pontaria, descobri hoje. Todo o percurso mental que eu achei que a chave faria foi o oposto do que realmente aconteceu.

Meu vizinho estava na garagem conversando com alguém. Distraído, coitado. Ele não esperava que a sua vizinha, a esquista e anti-social do andar superior, fosse ter a brilhante idéia de arremessar chaves por aí, e que essa chave, seguindo a lei da gravidade e da má pontaria, iria na direção da sua inocente testa.


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"Quando está nos seus piores dias, você é como a Britney Spears: fica indefesa, insegura, procura o primeiro saco de biscoito, dá uma engordadinha, perde a noção, raspa a cabeça e, de vez em quando, até dá umas guarda-chuvadas nas pessoas."