26.2.09

Vulcão brasileiro em erupção.

Eu deveria ter tirado foto da cena da novela. "Padre, eu sou um vulcão brasileiro em erupção", diz Stela, com uma leve cara de safada. Vulcão. Brasileiro. Em erupção. E não é que ela fez o padre largar a batina e cair nos prazeres mundanos? Se toda frase de efeito tosca fizesse, assim, tanto sucesso...

Quero tantas coisas, tantas, encheria um caderno com uma lista imensa das coisas mais impossíveis que eu gostaria de ter e ser. Nem são tão impossíveis para os outros, mas para mim, que não acredito em milagres, são.

Meus dias poderiam ser sempre como finais de novelas: casamentos, sorrisos, muito dinheiro no bolso, todos felizes para sempre (menos o vilão que vai preso, ou morre, arde no mármore do inferno, vai para um manicômio, etc.), amém.

Todo mundo tem uma Yvone na vida, só não sabe que elas estão lá, do seu ladinho, com os piores pensamentos e os sorrisos mais falsos. Talvez porque todo mundo seja meio Yvone, só não admitem ser. Talvez porque todo mundo seja ruim; uns muito, outros são exageradamente, alguns nem tanto... Minha mãe não entende esse meu pensamento "pessoas de VERDADE são ruins". Mas elas são! São, sim. Cada qual com seu grau de maldade embutida no coraçãozinho. Uns roubando o dinheiro do podre; outros, furando a fila do banco. É inerente. Vem, ali, guardadinho no dna do feto. Resta a ele desenvolver muito, pouco, ou fingir que não tem. Acho que a última opção ainda é a menos acertada a ser escolhida...

25.2.09

Ralando na boquinha da garrafa.

O carnaval de Salvador até que estava pacífico, pelo que vi. Apenas brigas quando passava algum bloco de pagode, o que é de se esperar vindo de quem ouve esse tipo de... cahan, música. Sim, muito preconceito meu. Muito mesmo. Apesar da eventual poluição sonora oriunda dos pagodeiros de plantão, foi divertido. Principalmente pra mim, que não ia ao carnaval fazia uns três ou quatro anos, tudo fruto da minha fase um tanto extremista e from-hell. Mas, passou. Fiz as pazes com esse tipo de aglomerado humano e festas profanas regadas à música que eu não costumo ouvir nunca.

Por falar em profana, uma banda desconhecida tocou uma música grudenta de um padre que não lembro o nome. E a galera foi ao delírio, super irônico aquilo tudo. Pessoal semi-nu e cantando música gospel, sendo que tinham acabado de "ralar até o chão" com uma música deveras indecente. Acho graça. Detalhe que a música estava em ritmo de axé!

Até tchauzinho do Vitor Fasano eu recebi, e devo dizer que todos os brasileiros deveriam ter a mesma altura que a dele. O mundo seria muito mais bonito e agradável para pessoas da minha estatura. Além do Vitor e de algumas "celebridades" que estavam por lá, até participantes do BBB deram as caras no trio elétrico de uma não muito agradável (eufemismo) cantora de axé daqui. E eu tirei fotos, umas dez, só uma saiu não tão podre:

A tal cantora está riscada porque... bem, talvez porque eu não suporte a sua voz, seu rosto, seu jeito, suas músicas, sua existência e o que mais derivar dela. Nada pessoal. Ou não.

P.s.: O que o Google não faz? O nome da música é "Faz um Milagre em Mim", do padre Regis Danese.

19.2.09

De perto, ninguém é normal.

A mensagem contida neste post, anterior a esta, foi excluída por motivo de força maior (lê-se vergonha na cara).

17.2.09

Carícia é a palavra mais brega existente.

Bigode de porteiro deveria ser proibido por lei. Com pena mínima de dois anos em regime fechado, trabalhos forçados, sem possibilidade de fiança. Bigodinho de criança púbere também.

16.2.09

Leitura recomendada.


Lisa M. Filisbina recomenda (e eu também).

15.2.09

I love this city always.

Eu tinha planejado uma postagem imensa sobre coisas que não interessam a mais ninguém além de mim, mas este blog é meu, e eu devo escrever aquilo que me convir, principalmente sendo egocêntrico, só que eu não lembro mais o que era. Meu cérebro não tá processando muito bem as idéias e a minha memória anda deveras sádica ultimamente. Deve ser culpa do calor.

Então. Tá um calor DOENTIO nesta cidade. Não é exagero, porque quem é daqui sabe o que é sentir calor, e estão acostumados com o tal, mesmo que não o suportem. E essas pessoas, assim como eu, não reclamam de qualquer calorzinho; se reclamarem, é porque que realmente está beirando o absurdo. Eu não odeio o verão, nem o carnaval, nem meus concidadãos libidinosos que liberam todo o seu fogo sexual neste período do ano, nem lhes desejo o mal, também não sei porque toquei neste ponto, mas é que o verão está me deixando louca. Eu tô derretendo, entende? Agradeceria imensamente a qualquer divindade, sendo ela daqui ou não — estou atirando para todos os lados, algum santo há de me atender! —, que diminuísse a sensação térmica.

A minha memória, ela não anda muito bem das pernas. Também nunca andou, isso eu posso afirmar com toda a certeza. Entretanto, não sei o que está acontecendo com ela. Tornou-se um moça muito sádica que me faz lembra do que eu adoraria esquecer e some com o que me apetece lembrar. Mas as coisas andam muito bem, ainda assim.

Não é desta vez que o ano vai estragar logo nos primeiros meses! Nem por causa dos 100ºC da minha adorada Salvador, nem por causa da minha memória sadista, nem por qualquer eventual crise de mau humor.

Pronto. O post já está bem grande e é apenas sobre mim, sinto-me bem, voltarei à leitura daquele livro estranho que achei aqui em casa.

P.S.: Durante o programa do Faustão, ele disse: "Daqui a pouco tem furo da Patrícia Poeta, ela vai mostrar o interior do castelo". Acho que não preciso dizer ou explicar nada.

Existe vida lá fora!

Tratei de ir viver um pouco, me manter distante de qualquer coisa que fosse virtual. Mas, voltei. O vício é sempre mais forte do que qualquer súbito ímpeto de ter um vida saudável e normal.