16.1.09

Fritei meus neurônios. Pergunte-me como.

Salvador é uma cidade quente, não há novidade nesta afirmação. Mas Salvador no verão não é mais só uma cidade quente, ela se transforma numa espécie de sauna mega potente, numa churrasqueira, num prelúdio do que o inferno venha a ser, caso realmente exista. De forma tal que, agora, estou com ventilador praticamente colado ao meu rosto e, ainda assim, derretendo.

Por carência de algo melhor para fazer, penso em passar todos os arquivos dos meus bogs anteriores a este para cá. Mas, não sei, a idéia de ter minhas insanidades de anos num lugar muito acessível não me soa tão agradável.

15.1.09

A mulher é o Lobo Mau; o homem, a Chapeuzinho Vermelho.

(Baseado em fatos fictícios da novela Mulheres Abestalhadas Apaixonadas.)

Médico Pegador bem-sucedido é casado e tem dois filhos. Mesmo sendo casado, que não é sinônimo de fidelidade, trai a esposa com uma de suas assistentes. Numa das festas que deu em sua mansão, com amigos, Esposa Corna e filhos, apresenta à família a Assistente Amante. Sua esposa, que está enferma, percebe. Logo após morre em função de um tumor cerebral.

O médico pegador transforma a Assistente Amante em oficial, a pede em casamento, ambos ficam noivos. Depois de uma crise existencial de não-sei-se-quero-casar, dá um gelo nela e terminam.

Médico conhece a Assistente Morena e fica com ela, a ponto de namorarem; o que, ainda assim, não é sinônimo de fidelidade alguma.

Então surge Helena, a mulher do passado, de antes da Esposa Corna, que começa a dar em cima do Médico Pegador. Por ser homem e fraco e instintivo*, dá um "créu" básico na Helena. Apesar do Médico Pegador ter namorada, e essa namorada ser sobrinha da tal Helena, fica tudo por isso mesmo. Afinal, ele é homem e a culpa é das mulheres que o tentaram**.


* Porque os homens, como ensina o Código da Mulher Machista e Submissa, são "fracos" quando o assunto é sexo.

Ex.: se ele for casado e uma jovem der em cima dele e, desta forma, ele trair a esposa, a culpa SEMPRE será da mulher que deu em cima. Visto que ele é fraco no quesito sexual.

** Vide título auto-explicativo.

11.1.09

Vergonha alheia.

Meu vizinho do apartamento ao lado disse, hoje, enquanto jogava bola na garagem com outras pessoas:

— Que vergonha, você perdeu pra uma mulher!

E ele, vez em quando, com seus onze anos, anda por aí de cueca, hábito de criança que ele ainda não deixou para trás. Ainda assim, e tão jovem, já machista.

10.1.09

E tudo vai dando nos nervos.

E quando a vontade de escrever aqui toda hora vier, o meu novo (não tão novo, é verdade, tem já seu um ano e alguns dias em branco e esperando uma única oportunidade que, graças, chegou) caderno de capa vermelha há de comportar todas as minhas abundantes asneiras por lá. Assim espero.

Ou não.

7.1.09

Batman mandou um beijo.

[ ] Aceitar.
[x] Recusar.

Estranho demais ver que artistas têm blog, twitter, myspace, facebook e uma série gigantesca (estranhamente maior que a minha) de parafernálias na internet. E o pior: ver que eles estão online AGORA, mesmo que do outro lado do mundo. E o pior do pior: cair no blog do tal artista com lugar cativo na lista das Paixões Inatingíveis e dar de cara com erros grosseiros, como um "concerteza", e perceber que ninguém é realmente perfeito, desiludindo-se profundamente.

Provável que eu seja a única criatura viva (trecho favorável para a inserção de piadinhas de extremo mau gosto sobre Heath Ledger) que ainda não viu o novo (ainda pode-se chamar de novo? É como a Nova Schin. Que mesmo depois de alguns longos séculos aderiu ao adjetivo, transformando-o em vitalício) filme do Batman, "The Dark Knight" (9 pontos no IMDb!). E provável que eu continue sendo, já que não pretendo esperar quase duas horas, fruto de uma taxa de download ínfima, para baixar o filme.

Todo mundo deveria ouvir Manacá.

Existe baixa auto-estima (auto-estima ainda tem hífen?) bloguística, orkutica, lastfmica e flirckal? Diagnostiquei-me como tendo as quarto. Quarto somando com as outras que já tenho. Talvez eu devesse me inscrever pra tentar entrar no livro dos recordes, o Guiness Book, como a Baixa Auto-Estima Queen.

Vício em parênteses (eu tenho). Como faz pra parar?

4.1.09

Mais que uma vez... e pra sempre.


Tudo começou com o Oscar de melhor canção original, concorrendo, se bem me lembro, com duas músicas da Disney, do filme Enchanted (este com direito a coreografia, roupas especiais e afins). E entre essas duas surpreproduções, estava "Falling Slowly", cantada por uma rapaz e uma moça ao piano. Achei que eles não ganhariam, apesar de incomparavelmente melhores, pois competiam com, oras, a Disney. "Falling Slowly" venceu. Não sabia de qual filme era, nem quem eram os cantores, nem nada. Então, como sempre há de ser, o Google salvou minha vida: descobri que era de Once, filme irlandês independente, dirigido por John Carney e o tal rapaz e a pianista eram Glen Hansard e Markéta Irglová, respectivamente. Baixei toda a trilha sonora no mesmo dia e foi a paixão à primeira "escutada". Desde então comecei a procurar pelo filme, fracassadamente.

Hoje vi o filme, muito tempo depois da premiação do Oscar. Quase onze meses, para ser mais exata.

Ao ver os créditos finais foi como se meu coração estivesse sendo espremido por causa duna sensação que bem conheço, mas que não é freqüente: estava triste porque algo tão bom chegou ao fim; estava, mais uma vez, órfã de outra história de personagens que eu gostaria de acompanhar pra sempre... e uma enorme e incontrolável vontade de chorar.

1.1.09

O primogênito.

O dia já está quase no fim e eu acabei de chegar em casa, mas eu precisava deixar registrado que o dia foi maravilhosamente ótimo, que espero que todos os outros dias deste ano inspirem-se no de hoje e que eu preciso de um Dorflex, porque minhas pernas estão doendo demás — coitadas, elas estavam desacostumadas.