Eu tava refletindo sobre meus problemas atuais. Não são muito, realmente não são. Dá até pra contar todos nos cinco dedos na mão, e é capaz de sobrar dedos, mas eles pesam. Mesmo sendo poucos, eles pesam, e estão pesando exatamente agora. É chato falar sobre problemas na internet, porque você se mostra fraca pra desconhecidos (e até conhecidos que querem que você morra e feda na calçada mais próxima), porém, estou com vontade de escrever, de digitar tudo aqui. Porque, veja bem, o blog é meu. Sendo meu, faço o que bem quero, até reclamar da vida num estilo absurdamente emo e sem sentido.
Tô aqui ouvindo Radiohead sem parar. Radiohead me deprime de certa forma, mas não hoje. São só músicas. E tem o show ano que vem, que, examinando minunciosamente meu histórico de azar, vou ficar em casa chupando dedo e ouvindo minhas músicas no computador, enquanto imagino quão extremamente foda seria estar no show. Quão perfeito seria ouvir o Thom cantar, de poder estar lá vendo tudo ao vivo, poder dançar, cantar, gritar, fazer tudo o que se faz num show de uma banda que você gosta muito. Mas seria bem pior se eu fosse fã, daquelas bem fanáticas e desesperadas, porque estaria chorando desde já. Ou até com uma gilete em mãos, enquanto encarava meus pulsos e pensava em qual sentido começaria a cortá-los. Entretanto, eu não sou fã. Meus pulsos estão salvos.
E tem
aquilo.
Aquilo que tá na minha mente e não sai. Digamos que estou no modo "piloto automático", hibernando e juntando as energias pra quando
aquilo explodir de vez.
Existe aquele
outro. Contudo, aquele
outro caminha pra solução. Dois passinhos pra tudo dar bem certinho, quase como num conto de fadas. A Branca de Neve que comeu a maçã envenenada e espera seu príncipe dar o tal beijo. A cena é esta: achei o príncipe e ele tá a
dois passos de mim. Só que... ele pode tropeçar, cair, morrer de uma ataque fulminante durante o percurso. Nunca se sabe.
Murphy, velho de guerra, colabora. Fica na tua.
Leave me alone forever!
"He said: I been where I liked, I slept with who I like. She ate me up for breakfast, she screwed me in a vice. But now I don't know why I feel so tongue-tied".
Aí, hoje, observando a vida alheia, cheguei a conclusão de que quem tem muito, ainda assim, reclama da vida. Nunca tá contente com o que tem, mesmo que já tenha tudo. Tudo. Só que, pra algumas pessoas, pessoas essas que estão piores que eu (lenda!), acham que tenho demais e reclamo a toa. É isto: vida dos outros
é vida dos outros, cada um sabe do seu calo, onde ele aperta e coisa e tal. Mas que é revoltante, é. E a vontade de descer a porrada na maioria dos mimados-têm-tudo existe e grita dentro de mim (não é esquizofrenia, que fique claro).