Ou aquele tchau que não era pra você.
No meu caso, por eu pagar diversos micos em variados tipos, horários, dias, locais e formas, não foi um simples "tchau", o que ocorre mais comumente com a maioria da população.
Estava sendo absorvida por uma revista qualquer numa recepção de consultório médico. Página vai, página vem de leitura árdua, altos pensamentos aleatórios, quando uma mulher sentou-se ao meu lado. Coisa até, digamos, rara. Porque estranhamente pessoas evitam sentar-se ao meu lado. Isso acontecia com maior freqüência na minha época de roqueirice, quem se veste de preto até à alma causas muitas más impressões, é um sofrimento, é um preconceito. Ou melhor: são vários preconceitos. Então, mesmo agora numa fase
clean-paz-e-amor, preferem não sentar perto de mim. E eu espero realmenmte que sejam só vestígios de uma fase
dark da vida, porque se for outra coisa... Prefiro nem pensar. :(
Ao se sentar, a mulher disse um "tudo bem?". Claro que eu achei que era pra mim, apesar de desconfiar no meu âmago que eu não conhecia tal pessoa e que estranhos não se importam se você tá bem, mas eu respondi. Respondi que sim, porque todo mundo responde aos "tudo bens" com um "sim" bem hipócrita, já que você pode estar morrendo de alguma doença, mas diz que tá tudo ótimo, vida ótima, muito dinheiro no bolso, pegando geral, essas coisas.
Apenas quando terminei de falar percebi que, como manda a regra do "tchau que não era pra você", não era pra mim.
Mas há uma saída, sempre há, geralmente não tão convincente, mas se pode usá-la: fazer cara de paisagem. Fiz, voltei a ler e fingi que tudo aquilo não passou de uma "viagem" coletiva de quem estava por perto.
"Deve ser o éter, esse cheirinho deve drogar."
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Trilha sonora de novelas antigas são tão legais...