31.7.08

Da arte de ser medrosa.

Era pra eu ter assistido um filme de terror ontem. Apenas uma hora e quinze minutos de duração, algo que se estendeu pra mais de duas horas, isso porque eu pausava há cada minuto enquanto enchia o saco de qualquer alma vivente do meu msn com a finalidade de pedir socorro, abrigo, proteção e que me dessem a mão nesse momento de desespero, covardia e medo. E eu não tinha terminado filme até hoje, às 17h49. Confesso que sou medrosa, mas não sabia que era tanto.

E confesso, também, que não sei usar vírgulas (o que é vergonhoso se levado em consideração o fato d'eu ter terminado o ensino médio em 2006, atestando meu semi-analfabetismo voluntário).

O nome do filme é REC.

30.7.08

:S

Gosto de filmes de terror, mas sou nervosa, medrosa, e vejo porque sou teimosa. Por mais que essa frase aí tenha soado como poesia de primário, do tipo "batatinha quando nasce", é uma verdade irrefutável. Eu estou morrendo de medo aqui vendo um filme. Há cada segundo, pauso. Não dá! Tem sangue, gritos e toda essa variedade de coisas aflitivas. Se eu tivesse problemas do coração, meu enterro seria hoje mesmo.

29.7.08

Happiness is a Beatles' stuff.

Fuçando por aí, achei uma loja online com objetos inspirados nos Beatles. Não que eu seja fanática a ponto de ter até calcinha com a cara do Paul McCartney estampada (se bem que, se eu visse, compraria), mas são tão fofas as coisinhas de lá. Aceito tudo como presente.



1, 2, 3, 4,
5, 6.





Ali, por último, uma jukebox. Minha sala não seria a mesma com ela. Repito: aceito tudo como presente.

A sorte vem ao seu encontro.

"Sorte de hoje: A sorte vem ao seu encontro"

Pois que venha. Estou esperando há dezoito anos e sete meses.

26.7.08

Bonjour, Tristesse. Adieu, Tristesse.

Essa coisa toda que eu passava anos reclamando, agora me faz bem. Coisa mais estranha. Era o meu motivo para posts emos, melodramáticos, tudo da "era dark" (fase que gosto de esquecer). É como seu eu passasse anos reclamando do meu cabelo, então acabasse percebendo que eu gosto dele assim, desse jeito tosco e que não consigo viver sem ele.

"Eu tinha até mesmo um certo prazer em me fazer perguntas irrespondíveis, em lembrar dias passados, em temer os que viriam."


SAGAN, Françoise. Bonjour, Tristesse. França, 1971.

24.7.08

Agorinha, agorinha.

Hoje é dia de falar de vizinhas. Vizinha do lado, que uma vez disse que eu fazia parte de uma gangue (a pessoa nunca foi com a minha cara, mas devo dizer que é super recíproco. Aliás, só pra constar: quem vai com a minha cara?), fez aniversário. Carro de som, blá blá blá, fogos, gritaria, música ruim nas alturas, discurso. Essa vizinha ama discursos. No que pega o microfone, diz:

- "Só tenho a agradecer aos meus filhos, aos meus marido e meu pais".

Assim mesmo, com esse plural bem utilizado e concordância nota dez. Quase engasgo de tanto rir.

A loucura mora ao lado. No meu caso, no andar de baixo.

Eu não sei qual o problema da vizinha, juro que eu não sei. Problemas mentais? Isso é fato, ela tem. Mas daí a implicar comigo, daí a achar que quem tem parafusos a menos sou eu e não ela, é um pouco demais pra que eu compreenda.

De início, logo quando veio morar aqui, disse pra minha mãe que eu precisava tomar um sol, que estava amarela, que isso parecia coisa de doente. Tipo, conheço você, amor? Quem é você pra opinar na minha amarelice? Licença? Vá cuidar da sua vida, beijos e morra? Então eu abstraí. Deixa pra lá, ela é maluca mesmo.

Depois resolve arrombar a porta da minha casa (praticamente isso), num sábado pela manhã (gente vagabunda DORME sábado pela manhã, alguém avisa a ela?) e reclama porque eu não abri.

E isso não é tudo, claro. Dá pra fazer um livro, quando estiver mais velha, sobre as peripécias que essa coisa anormal daqui de baixo me fez passar. Mas hoje, quinta-feira normal de julho de dois mileoito, a coisa resolveu atacar mais uma vez.

Minha pessoa está no quarto, ouvindo música, respirando, sossegada, feliz e saltitante, quando Lisa (minha cadela) começa a latir. Não é do feitio dela latir, só quando é pra chamar atenção mesmo, porque ela dá umas crises emos de olhe-pra-mim-estou-aqui-pedindo-um-pouco-da-sua-atenção e não pára se você não olhar pra ela. Daí fui lá ver. "Quié, Lisa, que cê qué?" (Sim, eu converso com ela), e ela continuou a latir. "Deve ter pirado". Volto pro quarto, pra minhas músicas, pro meu muquifo.

"Ô, seu Jorge!" (Jorge é o irmão da minha mãe, a praga que mora aqui), ela grita da garagem. "Tá não", eu digo, pondo minha cara linda pela janela da sala.

Até aí, tudo bem. É normal encherem meu saco perguntando cadê esse ser. Mas aí eu ouço vozes vindas do andar inferior:

"Ah, liguem não. Essa menina daí de cima é assim mesmo. Nunca abre a porta pra ninguém, que coisa, né? Mas cês voltem depois, que logo ele chega."

Eu estava ouvindo música, entende? Não dá pra saber se tem alguém batendo na porta ou coisa do tipo. Não dá pra adivinhar. E agora sou tratada como a anormal de cima que nunca abre a porta. Coisa linda. Amo essa mulher. Amo.

My MAD Coeur.

MAD Coeur é meu mais novo blog. Levando em consideração que eu sou indecisa e mudo com freqüência assustadora, não é algo a se importar muito, crio blogs por segundo. Piscou os olhos, pimba! (que onomatopéia mais feia, zentsi), blog novo. É que eu penso demais, penso também numa freqüência que põe medo no mais corajoso, e crio coisas por segundo. Hm, ok, não sou assim tão criativa, mas sou um pouco. É que na verdade, bem na verdade, eu só tô enrolando pra que o post tenha bastante caracteres. Quero ver como fica um post grande aqui, entende? Tudo bem, você entende, você sou eu, porque SÓ eu lerei isso aqui.

23.7.08

Oi.

Só pra dizer que essa bagaça tem um post.

22.7.08

Agorinha, agorinha.

Hoje é dia de falar de vizinhas. Vizinha do lado, que uma vez disse que eu fazia parte de uma gangue (a pessoa nunca foi com a minha cara, mas devo dizer que é super recíproco. Aliás, só pra constar: quem vai com a minha cara?), fez aniversário. Carro de som, blá blá blá, fogos, gritaria, música ruim nas alturas, discurso. Essa vizinha ama discursos. No que pega o microfone, diz:

- "Só tenho a agradecer aos meus filhos, aos meus marido e meu pais".

Assim mesmo, com esse plural bem utilizado e concordância nota dez. Quase engasgo de tanto rir.


* Postado originalmente em meu antigo blog, o Maryonete.

Magical mystery tour.

Preguiça de todos os infernos pra escrever o que eu fiz na viagem. Mas foi tão bom, tão bom, tããão bom que eu não deveria nem ter voltado. Não fosse o "medinho", ahn, por pedir um livro emprestado (pra sempre) sem pedir e ninguém ver, eu ficaria lá por mais um mês.

Ainda sobre livros, bati todos os meu recordes de leituras de livros por mês. Mais de 16 livros. Recorde, milagre, não sei... Mas eram dois livros por dia. E tudo lido em uma madrugada só, porque de dia/noite não poderia ser, não estava em casa. E agora tenho muitas citações pra colocar aqui, mas isso é pra bem depois, pra quando eu estiver com menos preguiça (o que vai demorar, assim, por alto, dois séculos).

21.7.08

:\

"I've had enough of this parade. I'm thinking of the words to say. We open up, unfinished parts, broken up, its so mellow. And when I see you, then I know it will be next to me. And when I need you, then I know you will be there with me. I'll never leave you..."

Just like honey.

Dos meus momentos de insanidade filosófica: "a vingança é um prato que se come congelado, é quase um sorvete".


Ramonov diz (01:03):
Sorvete de vingança hehe.
Ramonov diz (01:03):
Com cobertura de rancor numa casquinha de ódio.

20.7.08

Querida, cheguei!

Por um dia a mais, seria um mês desde que saí daqui e fui viajar. Contava os dias pra poder pegar minha mala e mochila e ter logo as minhas férias (que não eram tão férias assim), esperando que seria bom ou razoável ou, pelo menos, gratificante. Mas não foi, foi melhor. Tão melhor que já tenho histórias para umas gerações posteriores, pra quando sentar numa cadeira e contar pros meus netos o que eu fiz em junho de 2008.


"But I remember that Marilia liked it"