
Baixei Across the Universe, musical com músicas (eu tentei escrever isto de outra forma, mas não achei nada. Tipo, musical é com música. Dois mais dois é quatro, menos pro Radiohead; mas eu não sabia MESMO como formular a frase. Whatever) dos Bítous, há algumas eternidades. Tava enrolando pra assistir, pois acho que pra ver um musical é preciso de saco e de vontade, coisas que tavam em falta no meu estoque pessoal. Parei com a procrastinação (sempre quis usar esta palavra numa frase u.u) e vi. Achei muito bom, as versões ficaram boas, as cenas mesclaram-se quase que perfeitamente com as músicas. Pra assistir mais vezes, certeza.
O Jim Sturgess cantando All my loving é tão fofo. Na verdade, o que não é fofo nele, eu não sei.
Tem também uma presença super especial do Kurt Cobain, que na verdade é o Joe Anderson, sua fotocópia.
Mas vamos pra parte ruim do domingo. Sempre tem parte ruim, né, o dia PEDE algo no nível. São sete e meia da noite e tô ouvindo Créu involuntariamente, só pra constar. É o que dá ter uma vizinha no mínimo sem nenhuma noção, baixo astral e uns outros adjetivos ruins e mais uns xingamentos "de brinde". Aniversário da cria dela, do mais novo, de apenas um ano. E tá tocando Créu. Uma festa e tanto na garagem, com direito a carro brega de mensagens na porta, fogos de artifício, discurso materno piegas ("Adradeço a jesuuus por esse menino tá na minha vida!!! Obrigada, Deeeeeeuuusssss!!"), gritos de crianças ("Eu amo meu irmããããoooo", com uma voz docemente aguda num microfone de otema qualidade), e dor de cabeça. O último é só em mim. Fogos assustam a minha cadelinha, que tá agora tremendo perto da minha mãe. Coitada da Lisa, a cadelinha, e do filho mais novo da vizinha. Festinha de uma criança inocente regada a pagode e funk, total a ver com o momento. Mas o filho não é meu, só me resta aguentar o som até a madrugada, quando todos estarão bêbados e cansados. Lecau.
O que isso na cabeça do cara que canta Crazy? Erupções? Montanhas? Cumes? Wtf? Lembra até o Sebastian da C&A.
O Marcelo do BBB é tão legal. Não tenho culpa se eu gosto de desequilibrados. :\

