25.12.07

Crocs: falta de bom senso e de bom gosto em forma de sapato.


Dia desses estava no shopping olhando vitrines de lojas de calçados, quando me deparei com um treco de plástico (é doloroso chamar aquilo de sapato) rosa para crianças. Crianças não têm senso do ridículo porque, ahm, são crianças. Mas por ser rosa e da Hello Kitty, desperta a vontade de ter um, delas. Mas, aí temos os pais. Os pais, por já serem mais velhos, deveriam usar o cérebro pra discernir o que é bonito ou feio. E, no caso dessa monstruosidade de plástico, horrível. Como alguém pode deixar pobres e indefesas pessoinhas usarem tal aberração nos pés? Como alguém teve a (in)capacidade de CRIAR este objeto? Como alguém teve a idéia de importar tal idéia e vender em terra tupiniquim? Como, meu bom Deus?

Reclamar de tudo faz parte de mim. Não dá pra ficar um dia se reclamar, falar mal do que quer que seja. Não quero nem imaginar como serei quando tiver cabelos brancos, se hoje já beiro o insuportável.

P.s.: Há uma versão que supera a barreira do absurdo. Eis: crocs_mammoth.jpg.

Merry Xmas: insônia regada a filme repetido da Globo (pleonasmo) e photoshop.

Natal simpático. Apesar de sempre comemorarmos antes de ele chegar, ahm, umas oito horas da noite já estão todos jogados no sofá e, da ceia, restam apenas farelos.

E depois de todos os especiais da tv, começa a missa e a programação tosca. Aí, me veio a insônia, liguei o computador e fiz mais um layout. Terminei tudo umas uma da manhã, quando liguei a tv e tava passando Central do Brasil (empatando em número de repetições com Esqueceram de mim). Assisti, fiquei deprimida (como todas as vezes que vi tal filme), fui dormir e já estou no vício.

Dia de arrumar minhas malas pra viagem de logo em breve.

24.12.07

Reminiscências agradabilíssimas.

Cena 1: Vizinha recém-chegada trava um diálogo super amigável com minha mãe, sobre mim:

— Sua é filha é doente?
— ...?
— É porque ela é bem amarela, né? Sei lá. Manda ela descer e tomar um sol porque ela precisando.
— ...

Cena 2: Estava fazendo um concurso e minha mãe me esperava do lado de fora, porque eu sou dependente dela, assumo. Então, ela conhece uma fulana-de-tal e, como toda genitora normal, trata de falar sobre toda a minha vida pra uma estranha.

— Marília, essa aqui é não-sei quem.
Oi, não-sei-quem.

Olhe, fale com sua filha sobre aquilo que conversamos, viu?
Falarei.
Q?, cara de interrogação.
Aliás, eu vou falar logo agora. Quer dizer (comentário meu: quem começa frases assim são arrogantes e/ou intrometidas) que você não come carne, né? Sabia que isso não é saudável? Sabia que tem a proteína do blá blá blá? Nem peixe você come?
- Peixe é carne, caso não saiba.
- Mas isso não é bom pra você, já que tá em fase de formação.
- Pois é, Marília, tá ouvindo aí? (minha mãe SEMPRE concorda com estranhos)

E segue a conversa de sempre e blá blá blá até que, num dado momento, ela consegue atiçar minha raiva.

Animais foram feitos pra nos alimentar.
Ah! Sério? Eles nascem pra morrer por causa dos homens? Então, se houvesse uma raça "superior" à nossa, deveríamos doar nossos filhotes para alimentá-los ou morrer por eles?
Porque Deus fez...
Nem vem com Deus.

Aí continua. E minha mãe dá todo o apoio pra quem implica com o fato de eu não comer carne. Então chegamos no assunto crucial: Lisa, a cachorrinha que iria adotar.

Se fosse minha filha, só deixaria adotar um cachorro se comesse, pelo menos, um bife por semana. É uma troca.
Troca? Isso se chama chantagem. Bora, mãe, tô com fome.


E essas coisas só acontecem comigo.

Kuat Guaraná: o mais novo trauma da minha querida prima.

Estávamos, nós três, sentadas numa mesa de uma cafeteria (acomodadas descaradamente por lá, já que usufruíamos de assentos para quem consome lá, que não era nosso caso) tomando refrigerante de outro lugar. Mas a mesa estava suja, com refrigerantes em lata de outras pessoas que usaram antes de nós. Conversa vai, conversa vem, minha prima, no ápice da distração e mongolice, troca o seu refrigerante pelo usado. Sim, minha prima bebeu resto alheio, num canudo alheio. Coisa super higiênica quando você não sabe quem bebeu dali, como estava a situação da saúde ou há quantos séculos o ser, que ali depositou saliva, foi ao dentista. Nem preciso dizer que eu, pessoa carinhosa e solicita, ri loucamente do ocorrido e faço questão de lembrá-la a cada segundo o que aconteceu ontem.

21.12.07

Enquanto isto, no msn. [48718787]

Marília diz (21:05):
mas não é só ano que vem?
Raisa diz (21:05):
mas la eu eh TOTAL e ABSOLUTO diferente da ufba! eu nao sabia. eh, eh so ano q vem... mas ja pode reservar as passagens :O
Raisa diz (21:05):
rapaz, a sensaçao de nadar de aviao eh horrorosa!

Deve ser mesmo uma sensação única...
Alguém esqueceu de tomar gardenal hoje.

20.12.07

Amo meus vizinhos.

Como a minha internet tem crises de humor (uma bipolaridade, talvez), não consegui acessar nada daqui ontem. Então, lá vai o que houve:

Exatas sete horas da manhã de quarta-feira o telefone começa a tocar. Como eu já não curto telefones, nem me dei ao trabalho de levantar da minha cama pra atender. Mas, quem disse que a pessoinha desistiu? Durante meia hora o telefone tocou, mas eu sou forte, não atendi e voltei a dormir. Só que a sorte não estava a meu favor (alguma novidade nisto?) e comecei a ouvir um barulho chato vindo da porta, ignorei, voltei ao meu sono. Continuaram, continuaram, levantamos (eu e meu cabelo, porque assim que acordo ele tem vida própria, sou quase uma Medusa) e fomos ver quem diabos estava batendo na porta de uma pessoa normal que não acorda às sete da manhã, em dezembro, de jeito nenhum. Um mini-diálogo acontece, eis:

— Quem é?
— Sou eu!
— Quem?
— Eu.
— Vou pegar a chave.

Barulhos de passos na escada, abro a porta. Não tinha mais ninguém, me perguntei se foi um tipo de alucinação. Mas, não:

— Ah, voltem mais tarde porque a vizinha de cima parece que tem medo de abrir a porta.

Alô? São sete e meia, eu estava dormindo, mamãe ensinou a não abrir a porta pra estranhos ou pra aqueles que se identificam com um "sou eu", como se eu tivesse alguma clarevidência para adivinhar quem é.

17.12.07

Maybe you should have gone to rehab, yes, yes, yes!

When will Amy Winehouse die? Eu apostei no 11/11/08 às 11h11, com a pré-condolência de "hasta la vista, baby!". Será que eu ganho um Ipod? :O

São tantas condolências legais, me senti numa falta de criatividade gritante. A melhor é a do título, acho eu.

16.12.07

Happy day.

Calor dos infernos, mas tô bem. Um milagre? Aham. Que felicidade estranhamente repentina. Ou seria repentinamente estranha?! Tô me sentindo bem, como nunca antes.

Eu tenho uma cadelinha doida. Não bastasse a dona, uma cadelinha louca. Que gosta de comer... o que não deveria. Prefiro não me ater aos detalhes sórdidos.

Spanglish / Espanglês.

Nada pra fazer num sábado, fui de Globo mesmo. O filme de ontem se chamava Espanglês, via como um desastre a tradução do título; mas, graças ao google, percebi que o título original também é demasiadamente tosco. Não restava muito aos tradutores (e eu não acredito em milagres). Filme escorregadio, ilógico, sem graça. Adam Sandler, dizem, tentou sair do seu esteriótipo de filme gênero Comédia e caiu neste filme gênero Bosta. Li numas dessas críticas que o filme custou a singela quantia de 80 milhões de dólares. Com essas notinhas de dinheiro gringo poderia ser produzido vários outros brasileiros e extremamente melhores.

14.12.07

Tô com um ódio mortal por este blog. E ainda tem o calor, que me faz derreter, pra completar todo este meu clima de velha chata. Meus neurônios, massa encefálica & cia viraram uma papinha de bebê; meu pobre corpo está se desfazendo aos poucos. E é tudo culpa do calor, como sempre. Aí tem a história do aquecimento global que aumentará cada vez mais a temperatura da terra... Se aumentar mais que isto, poderemos chamar Salvador de churrasqueira humana.

OST.

Acho que farei um cd da trilha sonora da minha vida, versão internacional e nacional. Na nacional, já tem três músicas: Metade (Adriana Calcanhotto), A Flor (Los Hermanos) e Música (Vanessa da Mata); na internacional, Beatles estará com certeza, só me resta escolher quais. Escolher um nome bem nonsense-deprê-cool pro título, também.

13.12.07

LI_NDO.



E nada de show na terra tupiniquim.

12.12.07

In Rainbows...

Acho que o sonoplasta do Globo Repórter cansou de Alfama, do Madredeus, e tá numas de tocar Radiohead.

11.12.07

Férias = net quase discada.

Quando os vizinhos saem de férias, minha net fica mais lenta que discada, sendo que não é. É o que dá ter vizinhos que não viajam, não tem vida social (igual a mim) e que resolvem passar a vida na internet, baixando quilos e mais quilos de filmes, jogos, etc. Então eu me ferro, aham, porque tô aqui com míseros 8kb/s tentando baixar música. Ô, felicidade sem limites.

10.12.07

Prato do dia!

Neurônios fritos com uma pitada de tédio.

9.12.07

High School Musical.




- Meo, como eu fui capaz de aceitar fazer um filme desses?
- Cara, como eu vou saber? eu também topei.


Dizem pra não escrever textos levando muito em consideração só o seu (no caso, meu) ponto de vista, mas... que BOSTA de filme é esse, senhor Jesus? Musicais são tão legais, tão divertidos, porém o máximo que eu consigo concluir com este filme (dos únicos 3 minutos que consegui assistir, porque algo dentro de mim tem juízo e me fez desligar a tv pra ir dormir, de tão bom que aquilo lá era) é que é uma vergonha pra Disney, a considerar Os Trapalhões um clássico do cinema, se comparado a este filme pra adolescentes acéfalos.

E o pior de tudo é que tá virando (se já não virou) febre, assim como Rebelde. Que antes era novela e depois virou série e, pela intervensão divina, acabou. Não tô duvidando nada que High School também vire um seriado de 20 temporadas. Mas isto é só minha singela opinião, né, eu não sou normal. Minhas coleguinhas de década é que são, porque elas têm senso crítico, elas não gostam de qualquer coisa. Eu tô mais pra velha precoce mesmo, melhor voltar pro meu tricô.

8.12.07

Nunca o Papai Noel foi tão amigo.

É um saco ter um computador problemático. Ele não gosta de obedecer ordens e às vezes resolve fazer greves. Pior ainda quando se tem uma mãe distraída que curte dar chutes certeiros na tomada e desligá-lo, assim, sem querer, mil vezes. Ai já viu, né? PC deu pau. Mas, pra completar, eu quis dar um tempo no vício e ter vida social. Não deu certo.

Ah, sim, agora eu tenho dezoito anos. Sabe o que isso significa pra mim? Cabelos brancos chegando e que meu plano de dominação do mundo dando errado, cabe a mim celas de prisão.

Tem um serzinho não-bípede de três meses dormindo aqui do meu lado. Se chama Lisa (ou dos Simpsons ou a Mona mesmo, do da Vinci... momys escolheu o nome), é branquinha com uma mancha no rosto, quase uma pirata. Já conquistou todo mundo, como previsto.